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A mulher que bebia muito e o pastor perseguindo pelo cachorro.


Certo dia, andando pelos estreitos caminhos numa favela, em Lima, no Peru, fui surpreendido por um cachorro que começou a latir. Inexperiente, cometi a imprudência de correr e em poucos segundos não era só um, mas um bando de cachorros corria atrás de mim. Assustado tive que empurrar a porta de uma casa e me esconder dos cães enfurecidos. Era um quarto escuro e pouco ventilado, iluminado por duas velas grandes no centro de uma mesa. Em cima da mesa podia-se ver uma pequena montanha de cinzas de cigarro e folhas de coca. Em torno da mesa, mulheres bêbadas e no chão, garrafas vazias de bebidas alcoólicas.

Em fração de segundos, me vi rodeado pelas mulheres. Pedi desculpas. Expliquei que tinha entrado por causa dos cachorros, mas de nada adiantou.
Alguns dias depois, uma daquelas mulheres abordou-me na rua:

- Foi você que entrou em casa outro dia perseguido pelos cachorros?
- Sim - disse - e pedi desculpas mais uma vez.
- Desculpas? - surpreendeu-se - não senhor, acho que nós é que temos que nos desculpar.

Aquela noite, para minha surpresa, ela esteve lá. Tinha bebido bastante e dormiu durante a pregação. Ela retornou todas as outras noites, sempre bêbada, dormia enquanto eu pregava.

Um dia, ela me procurou:disse, angustiada e cheirando a álcool - preciso falar com o senhor. Minha vida é uma tragédia. O senhor pode pensar que eu não entendo nada do que fala porque sempre estou bêbada, mas infelizmente, entendo tudo pastor, e estou desesperada. Olhei para ela com simpatia. Era fácil ver no rosto, nos olhos, nas lágrimas que resistiam em sair, a tragédia de uma vida sem Cristo. Ela era uma alcoólatra inveterada.
Ela continuou - eu tive uma família bonita, um marido honesto e trabalhador e filhos maravilhosos. Não vivíamos na abundância, mas nunca faltou o pão de cada dia, até que fiquei viciada na bebida. Não sei como aconteceu. Cheguei a um ponto em que a bebida era o mais importante em minha vida. Às vezes meu marido chegava à noite cansado de trabalhar e me achava bêbada, os filhos com fome e abandonados. Esse foi o início da desgraça. Ele começou a me bater, mas nem assim eu parava de beber. A vida em casa tornou-se insuportável. Um dia, enquanto ele estava no trabalho, tive a coragem de pegar minhas roupas e abandonar o lar, o marido e os filhos, o menor dos quais tinha apenas dois anos. Aí, vim morar neste morro onde, para sobreviver, me entreguei a uma vida de promiscuidade e abandono.
Doía muito ver como o pecado arruina completamente a vida de uma pessoa e a leva muitas vezes a cometer coisas que a própria pessoa não entende depois.
- Todo este tempo em que estive assistindo às conferências - seguiu falando a mulher - tenho sentido que minha vida não pode continuar assim; tenho que parar de beber. Mas pastor, quando estou lúcida, lembro de meus filhos, de meu marido e a angústia toma conta de mim, então, para esquecer torno a beber e assim minha vida entrou num círculo vicioso.
A promessa de Deus é que "Ele nos dará uma nova natureza". "Ele transformará o nosso ser". E foi isso o que aconteceu com aquela mulher. Desde o fundo do poço de desespero e culpabilidade, desde as profundezas das sombras de miséria e angústia, ela clamou a Deus: "Ó Senhor transforma meu ser, muda o rumo de minha vida, liberta-me da escravidão do vício que me domina, dá-me uma nova natureza". E Deus a ouviu. Ninguém viu, mas o poder de Deus criou uma nova criatura.
Ela largou a bebida, mas passou a conviver com a tristeza do abandono do marido e dos filhos. Era uma realidade lacerante e fazia sangrar o coração. Doía vê-la sofrendo e foi por isso que procurei seu marido.
Homem bom, aquele. De facto ele fazia tudo para manter a vida da família.
Foi difícil falar alguma coisa vendo um quadro semelhante. Finalmente, após algumas visitas, disse para ele que vinha em nome da esposa. Ele mudou de atitude. Quase cuspindo fogo pelos olhos, disse:
- Não me fale dessa mulher, ela arruinou minha vida e a vida dos meus filhos, aliás, ela acabou com a nossa vida porque o que nós vivemos hoje não é mais vida.
Os dias foram passando e com o tempo tornamo-nos amigos. Falei para ele que a esposa que o abandonara tinha morrido, que hoje aquela era outra mulher, que não bebia mais e que sofria por ter abandonado a família.
O Espírito de Deus consegue coisas que para o homem são impossíveis. Meses depois, ele aceitou ver a esposa. Marcamos o encontro. Aquela noite orei a Deus e pedi que fizesse mais um milagre na vida dessa mulher, que tocasse o coração daquele homem, que reconstruísse aquele lar desfeito pelo pecado. 
Existem momentos que marcam a vida para sempre. Aquele foi um desses momentos na minha vida. Lá estava o marido, rodeado dos filhos. A mulher aproximou-se e caiu aos pés deles.
- Perdoem-me - disse ela chorando - perdoem-me, eu não mereço, mas por favor me perdoem. Já perdi todos os direitos que tinha, não sou ninguém, apenas quero que me permitam cuidar de vocês. Serei uma serva, nunca reclamarei de nada, só quero ficar perto e cuidar de vocês e fazer tudo o que deixei de fazer...
Foram momentos dramáticos e emotivos. No silêncio do coração continuei orando. De repente o homem levantou a mulher e perguntou:
- Você não bebe mais?
- Não. Há meses que Cristo tirou a bebida de mim.
- É inacreditável - completou o marido emocionado. - Quando o pastor falou que você não bebia mais, eu não acreditei, quis conferir com meus próprios olhos, mas é verdade, você não bebe mais. Você diz que Cristo foi que tirou a bebida de você? Então eu quero conhecer o Cristo que foi capaz de fazer esse milagre.
Meses depois tive a alegria de ver batizados aquele homem, sua mulher e o filho mais velho de doze anos.
Como Deus transforma? Não sei. Mas eu sei que Ele é capaz de mudar. Ao longo de meu ministério tenho visto muitas vidas transformadas. Marginais, jovens viciados em drogas, bêbados, homens e mulheres que pareciam não ter mais esperança de recuperação. E se Deus foi capaz de transformar todos eles, não poderá também transformar nosso ser?

Presentes que sua mãe vai lembrar para sempre


Domingo é dia das mães e com certeza você já planejou comprar um presente, fazer uma surpresa ou pelo menos ligar para ela.
Mas existem outros presentes  que são ideais para dar todos os dias e que vão trazer lembranças para sempre.
Presentes que não custam dinheiro, mas custam nosso amor:
O presente do escutar 
Apenas escute.
Nada de interromper, aproveitar a oportunidade e falar sobre você e nem planejar a resposta.
Ouça com interesse, afeto e atenção!
O presente do afeto
Seja generoso com abraços, beijos, tapinhas nas costas e apertos de mão na hora certa.
Deixe estas pequenas atitudes demonstrarem o amor que você tem por sua mãe.
O presente da risada
Recorte desenhos. Compartilhe artigos, vídeos, tirinhas e histórias engraçadas.
Seu presente vai dizer “eu adoro rir com você.”
O presente de um bilhete
Pode ser um simples “Obrigado pela ajuda” ou um soneto inteiro.
Um bilhete, mesmo pequeno, manuscrito, pode ser lembrado para sempre, e pode até mudar uma vida. Diga do seu amor, gratidão por algo específico que ela fez ou simplesmente por ter-lhe dado a vida.
O presente de um elogio
Um simples e sincero, “Você fica muito bem de vermelho”, “Você fez um excelente trabalho” ou “A comida estava maravilhosa” pode tornar o dia de alguém melhor.
Imagine o impacto de ouvir isto do próprio filho ou filha!
O presente de um favor 
Faça alguma coisa gentil.  
Telefone para perguntar como vai, passe por lá para deixar um pão quentinho ou cortar a grama.
Ajude-a a entender aquela carta ou conserte aquela torneira que pinga sem parar.
O presente da solidão
Quando ela estiver naquele momento em que quer ficar sozinha, respeite.
Seja sensível a esses momentos e dê o presente da solidão, sem deixar dúvidas quanto ao seu apoio incondicional.
O presente da disposição alegre 
O caminho mais fácil para nos sentirmos bem é dizer uma palavra gentil a alguém, especialmente à nossa mãe! De fato, não é tão difícil assim dizer, “Olá” ou “Muito Obrigado.”
O presente da fé renovada
Ore a Deus pela sua mãe e faça isto na presença dela também. Reparta com ela um trecho da Bíblia que traga uma mensagem de confiança e paz ao coração. (Salmo 23; Romanos 8:31-39; Salmo 121) Filhos são bençãos de Deus com todo o potencial necessário para abençoar os seus pais.
Aproveite este dia especial para deixar Deus usar o “seu presente” para tornar a vida de sua mãe mais alegre.
Peça agora a ajuda dele para escolher pelo menos um dos presentes acima!

Sacrificando os próprios filhos



Uma notícia surpreendente corre solta pelas ruas de Jerusalém, capital de Judá. O rei Acaz irá participar do cerimonial a Moloque, um deus amonita. Entre os servos da família real, o semblante desolado revela o sentimento de perda e frustração. Entretanto, nada podem fazer.
Finalmente chega o dia. Abrem-se os portões e a carruagem real deixa o palácio, seguindo rumo ao vale de Hinon, nos arredores da capital. Lá no vale, o local está ornamentado com um aparato todo especial, os altares erguidos debaixo de frondosas árvores, estão repletos de oferendas de toda espécie, a comitiva real é recebida com festa, o cerimonial vai começar.
Músicas, danças e falsas predições fazem parte do ritual. Após um breve intervalo, o sacerdote apregoa a participação do rei, louvando-o pelo gesto e justificando ser extremamente necessário que tal ato ocorra para o próprio bem estar da nação.
Então o rei, após proferir algumas palavras que o sacerdote lhe dirige, entrega seu próprio filho para ser oferecido como sacrifício a Moloque. Os tambores começam a rufar mais forte, flautas, cítaras, harpas e trombetas acompanham com uma música provocante, contagiante, deixando os presentes completamente extasiados. Nesse clima emocional, o sacerdote recebe dos braços do próprio rei a oferenda e caminha ao encontro de uma figura repulsiva que sem piedade consumia suas oferendas. A criança, percebendo o seu sinistro destino se debate e chora de medo e pavor. O sacerdote se aproxima o máximo que pode e lança o menino nos braços de Moloque. Contorcendo-se de dores atrozes ela clama por socorro, mas ninguém a acorde. Os tambores abafam os gritos de desespero e agonia. O espetáculo é horrível, cenas deprimentes que causam indignação e resolva. O cerimonial acabou.
A carruagem retorna para o palácio num silêncio que só é quebrado pelo trotar dos cavalos. O rei Acaz está triste, porém muito esperançoso.
Embora este fato tenha acontecido há milhares de anos, ainda hoje as crianças são oferecidas diariamente a satanás. E o mais aterrador é que pais cristãos estão participando de tão cruel ritual.
Sacrificamos nossos filhos quando permitimos que os mesmos passem horas diante da televisão assistindo programas que destroem a alma com a mesma intensidade como o fogo de Moloque consumia sua oferenda. Sacrificamos nossos filhos quando os matriculamos em escolas cuja única preocupação é preparar bons profissionais para servirem à sociedade, sem se preocupar com a educação para a eternidade. Entregamos nossos filhos a Moloque quando deixamos de nos preocupar a respeito de suas amizades, com quem estão se envolvendo, por onde andam, o que estão fazendo. Sacrificamos nossos filhos quando negligenciamos o altar da família que é o culto familiar. Sacrificamos nossos filhos quando deixamos de interceder diariamente por eles.
Não temos outra saída. Ou colocamos nossos filhos sobre o altar do Senhor como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, ou satanás se encarregará de tomar conta deles.
O futuro deles também depende de você. Pense nisso.
(Autor: Juracy Santiago Castelo)
Extraído do Blog do Amilton Meneses

Jesus - O Carpinteiro


Jesus viveu num lar de camponeses, e desempenhou fiel e alegremente Sua parte em suportar as responsabilidades da vida doméstica. Fora o Comandante do Céu, e anjos se tinham deleitado em Lhe cumprir as ordens; era agora um voluntário Servo, um Filho amorável e obediente. Aprendeu um ofício, e trabalhava com as próprias mãos na oficina de carpintaria de José. Nos simples trajes de operário comum, caminhava pelas ruas da pequenina cidade, indo e voltando em Seu humilde labor. Não empregava o poder divino de que dispunha para aliviar os próprios fardos ou diminuir a própria lida.
À medida que Jesus trabalhava na infância e na juventude, mente e físico se Lhe desenvolviam. Não empregava descuidadamente as forças físicas, mas de maneira a conservá-las sãs, a fim de fazer o melhor trabalho possível em todos os sentidos. Não queria ser deficiente, nem mesmo no manejo dos instrumentos de trabalho. Era perfeito como operário, da mesma maneira que o era no caráter. Pelo exemplo, ensinou que nos cumpre ser industriosos, que nosso trabalho deve ser executado com exatidão e esmero, tornando-se assim honroso. O exercício que ensina as mãos a serem úteis, e educa os jovens em fazer sua parte quanto às responsabilidades da vida, comunica robustez física, e desenvolve todas as faculdades. Todos devem procurar fazer alguma coisa que lhes seja útil, ou de auxílio a outros. Deus designou o trabalho como uma bênção, e somente o trabalhador diligente encontra a verdadeira glória e alegria da vida. A aprovação de Deus repousa com amável confiança sobre as crianças e jovens que desempenham alegremente sua parte nos deveres da família, partilhando as responsabilidades do pai e da mãe. Tais filhos sairão de casa para ser úteis membros da sociedade.
(Texto extraído do livro O Desejado de Todas as Nações, pág 72 de Ellen G.White)

Boletim Informativo de 03.12.12

Segue com um pouco de atraso mais ainda com informações atuais nosso Boletim do último sábado, dedicado especialmente ao Deptº Lar e Família.



Como proteger seus filhos na internet


Você sabe por onde seus filhos navegam na internet? Você sabe como saber por onde seus filhos navegam na internet? E sabe como orientá-los para navegar na internet? Se sua resposta foi “não” a pelo menos uma das três perguntas, você não pode deixar de ler Como Proteger Seus Filhos na Internet (Editora Novo Conceito, 246 páginas). E mesmo que sua resposta tenha sido “sim”, ainda vale a pena ler. O autor, Gregory S. Smith, é vice-presidente e diretor executivo de informação do Departamento de TI da World Wildlife Fund, em Washington, DC, e professor-adjunto nos programas de pós-graduação em negócios e educação na School of Professional Studies, na Johns Hopkins University. Além disso, é especialista na área da tecnologia e pai de dois filhos adolescentes. Resumindo: ele é a pessoa certa para escrever o que escreveu.

Para Smith, deixar a criança diante de um computador com acesso à internet, sem qualquer tipo de monitoração, é a mesma coisa que colocá-la numa esquina e não ficar vendo o que acontece. Em seu livro, ele apresenta os riscos da internet, inclui detalhes de tragédias recentes do mundo real (inclusive um diálogo explícito mantido entre um predador sexual e uma adolescente, o que torna a leitura não recomendável para crianças) e revela alguns segredos das atividades on-line.

Smith começa chamando a atenção dos pais: “Não tenha medo de ser pai/mãe. Alguns pais com quem conversei estão mais interessados em ser o melhor amigo dos filhos. Às vezes, é importante desempenhar os dois papeis, mas os pais nunca deveriam se esquecer do fato de que têm a obrigação e a responsabilidade de agir como pais e de proteger seus filhos” (p. 22). Em alguns momentos, o livro se torna até técnico, mas o autor justifica essa necessidade pelo fato de que, “quando os jovens atingem a idade dos 14 ou 15 anos, já terão ultrapassado completamente seus pais no que diz respeito ao conhecimento de informática e internet. Se não forem monitoradas, essas crianças podem entrar em confusão, quer queiram, quer não. Os pais têm a obrigação e o direito de criar, educar e proteger seus filhos contra os riscos associados à internet” (p. 70). E para protegê-los, precisam estar bem informados.

Smith descreve programas de monitoração, dá dicas de utilização e afirma, sobretudo, que o melhor caminho é conversar abertamente com os filhos sobre os riscos associados à internet, firmando com eles, inclusive, um contrato de uso dos equipamentos com os quais navegam na rede (computadores, PDAs e celulares – aliás, segundo ele, nenhuma criança deveria ter celular com acesso à internet).

No último capítulo, o autor defende a ideia de que “ser pai ou mãe significa fazer a correta mescla de amor, aprendizado, instrução e firmeza”. Imagino que amor você já tenha de sobra. Mas se precisa de informação para aplicar os outros elementos da mescla, Como Proteger Seus Filhos na Internet certamente poderá ajudá-lo(a).

Michelson Borges
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